• Paula Teixeira

A CULTURA DA DIETA



Precisamos nos aprofundar em todas as ramificações da cultura da dieta, e compreender o que ela nos trás de malefícios. É importante que você crie sua própria experiência, entendendo como essa cultura afetou/afeta seu relacionamento com a comida.

  1. Exercício de Reflexão

Imagine que você mora em uma ilha, e nesse local viveu a vida toda. Você conhece toda a ilha, sabe como ela funciona, seu sistema monetário, como conseguir recursos e bens.

Muitas vezes você não se sente adequado e confortável nessa ilha, mas ainda assim é um local que te proporciona uma falsa de sensação de segurança e controle. Ela, bem ou mal, responde as suas perguntas, mas nem sempre essas respostas fazem sentido. Você ouviu essas respostas a vida toda, ficando acostumado com as regras e sistemas locais, assim como nunca parou pra refletir que além do mar existem outras terras, outras pessoas, novas possibilidades.


Agora, quero propor algumas reflexões:

  • O que você acha que iria motivá-lo a ter esse primeiro pensamento?

  • Será que existe algo fora dessa ilha?

  • Será que algo é diferente dessa ilha?

  • Por que eu sairia dessa ilha, se eu tenho todo um universo que pra mim faz sentido?


Fazendo um comparativo com essa analogia, muitos pacientes e profissionais buscam o Mindful Eating por esse frescor de intuitivamente perceberem que existe algo além das dietas - Algo além do mar. Chamamos esse fenômeno na psicologia comportamental de DESESPERANÇA CRIATIVA, visto que ela nos dá combustível para que nos lancemos ao mar.

Logo, apesar das turbulências frente a mudança para o comer intuitivo, conseguimos somar esforços para nos lançar em alto mar, compreendendo que não nos adaptaríamos mais a dieta restritiva. Portanto, para que isso ocorra, precisamos criar a DESESPERANÇA CRIATIVA, entendendo quais são as consequências da cultura da dieta.


Quero proporcionar outro exercício pra vocês, em uma analogia de seguir o cano para onde vai o pensamento da dieta.

  1. Pensamento da dieta - Precisamos aumentar o nosso mindfulness disponível, para identificarmos que estamos tendo um pensamento de dieta. Talvez esse "cano" fique mais longo ou mais curto, de acordo com a capacidade de identificação desses recursos.

Feche os olhos, e veja se esse pensamento sobre a alimentação te restringe, ou te expande. Por exemplo: "Eu quero comer melhor, porque pretendo me nutrir e conhecer os alimentos que estou ingerindo, assim como dar mais informação para o meu corpo e ser um consumidor consciente." Esse pensamento te expande! Agora, se notar restrição, ou seja, se sentir diminuído, com o coração mais apertado, talvez isso seja um pensamento de dieta.


Adiante, no ponto AH! há uma bifurcação:

2. Pensamento que eu quero regar - Quais são os pensamentos que você pretende regar, para não continuar com os pensamentos da dieta?

3. Continuar no pensamento da dieta - Decidi me pesar, e percebi que essa semana eu comi mais doce. Porque me pesar faz eu mudar minha alimentação?


Podemos andar por ambos os canos, com consciência, visto que nossa mente nunca para. Porém, se permita a prática do "APENAS COMA". Perceba em seu alimento a cor, textura, como o corpo se sente, seja uma refeição que considere proibida ou não. Pratique o relacionamento saudável com a sua comida!


Quer mais informações sobre o assunto? Abaixo, vídeo completo, com mais detalhes pra vocês!




7 visualizações0 comentário