• Paula Teixeira

Descubra sobre autocompaixão na recuperação dos transtornos alimentaresDescubra sobre autocompaixão

Um dos muitos desafios das pessoas que estão sofrendo com um transtorno alimentar é encontrar recursos internos capazes de promover gentileza e autoapreciação por elas mesmas. Isso acontece por muitos motivos, em especial, em virtude de uma voz mental crítica que passa a acompanhar o cotidiano desses indivíduos. Essa conversa incômoda sugere pensamentos negativos, insultos e comportamentos autoflagelação, resultando em sentimentos de dúvidas, perspectiva nublada da mente, distorção da autoimagem e sofrimento. Por isso, a autocompaixão na recuperação dos transtornos alimentares é vital para fornecer habilidades de enfrentamento, reforçar os padrões de pensamentos gentis e aumentarao autoapresso. Neste texto, explicaremos sobre o uso da autocompaixão nesse processo de recuperação. Confira! Estágios iniciais da recuperação: reconhecimento do padrão do pensamentos repetitivos Nas etapas iniciais, a pessoa está lidando compensamentos de autoagressão, que enviam lembretes diários de autoaversão. A voz mental censura o relacionamento diário que o indivíduo tem com a comida e com próprio corpo. Esses julgamentos consomem toda a sua reserva de encorajamento compassivo e fortalecem os pensamentos que geram sofrimento. Nesse período, será preciso trabalhar a habilidade de mindfulness do sofrimento, a fim de iniciar um processo de reconhecer esses pensamentos, se dar cuidado porque está sofrendo e não para consertar a si mesmo, encontrar maneiras de começar a cultivar espaços de atenção plena gentil. Para isso, são inseridas: -Encontrar ações cotidianas que sejam fonte de uma experiência de ancoragem com o presente e que sejam prazeirosas para o indivíduo; - Pausa autocompassiva; - Praticas de respiração afetuosa. Essas atividades ajudam a trazer o indivíduo para o presente, e vão abrindo espaço entre essas conversas metais crítica, oferecem alívio temporário para o sofrimento e contribuem para que o indivíduo se sinta mais hábil em cuidar de si, corpo e mente. Ao ter essa sensação de calor e cuidado, nem que seja por alguns minutos, a pessoa experimenta como é o contraponto da autoaversão e como é o cuidar do próprio corpo. São nesses momentos de bem-estar que as sementes da autocompaixão começam a ser plantadas de forma gentil e lenta. A pessoa inicia um processo de abertura quando percebe que esse instante de paz é resultado da doação que ela ofereceu a si. Estágio intermediário: substituição dos padrões punitivos O desafio desse período é fazer com que o indivíduo lide bem com a sensação de perda ao perceber que o distúrbio está dissolvendo-se. Esse tipo de sentimento é completamente normal, pois o transtorno alimentar tem servido, talvez como uma boia necessária em sua vida, embora seja prejudicial. É nesse estágio que a ideia de desistir começa a surgir. Por isso, torna-se fundamental agregar na vida diária exercícios e práticas de autocompaixão para que as pessoas possam lidar com esses sentimentos que trazem insegurança. A doutora Kristin Neff, pioneira nos estudos da autocompaixão, identificou meios nos quais a compaixão interna pode ser engajada ativamente: autofala positiva: a pessoa treina a habilidade para identificar os gatilhos mentais e sociais que trazem a voz crítica. Nesse caso, o trabalho consiste na não-identificação com esses pensamentos. Para isso, o indivíduo pode estabelecer saídas de positividade, oferecendo-se ideias construtivas e práticas apaziguadoras para os momentos de tensão; escrita: a escrita é uma ferramenta que permite a expansão da própria voz, além de trazer mais consciência a respeito dos pensamentos que estão reverberando na mente; autoconselhos: nesse caso, o indivíduo imagina palavras de apoio e ânimo que daria para ajudar alguém e reverte esse diálogo para si; conexão com o presente: exercícios de atenção plena, respirações, yoga; autoperdão e reconhecimento da humanidade compartilhada: ativação da compreensão e reconhecimento da condição humana. À medida em que essas posturas tornam-se frequentes, a pessoa desenvolve uma ressignificação dos padrões mentais e emocionais, aumentando a determinação compassiva para deixar o transtorno ir se dissolvendo da sua vida. Estágios finais da recuperação: manutenção da autoapreciação Quando os indivíduos chegam nessa fase, os comportamentos de autopunição já não são os agentes principais do seu cotidiano. A prática ativa da autocompaixão contribui para que a autoflagelação transforme-se em autoapresso. É indispensável continuar a promoção da compaixão interna, a fim de que as pessoas habilitem-se sempre mais a apropriarem-se da própria mente, corpo e alma. Assim, a recuperação será forte o suficiente para evitar recaídas, e ser gentil consifo mesmo nos lapsos. Quando há inclusão da autocompaixão na recuperação dos transtornos alimentares, são incorporados na vida do indivíduo respeito a si, alegria e um estimulo a saborear a própria vida. A prática dessas habilodades permitem que a pessoa perceba a conversa mental de forma consciente, podendo então ir estabelecendo padrões internos fortalecedores. Agora que você descobriu como a autocompaixão é parte essencial na recuperação dos transtornos alimentares, que tal conhecer um pouco mais sobre esse assunto? Então, aproveite a visita e cadastre o seu e-mail para receber as nossas atualizações!

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©2019 by Dra. Paula Teixeira Mindful Eating e Autocompaixão.
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